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Dieta restritiva: é prejudicial à saúde? Veja as consequências

Muitas pessoas estão constantemente em busca de um “corpo perfeito”. Para isso, não raras vezes fazem sacrifícios e até mesmo colocam sua saúde em risco em prol de padrões estéticos inalcançáveis.

Dentre as formas arriscadas e prejudiciais de emagrecimento, uma bastante comum é a prática de dietas restritivas. Entenda melhor quais os riscos envolvidos e por que essa não é uma boa alternativa para quem busca a perda de peso:

O que é uma dieta restritiva?

De forma geral, toda dieta inclui uma mudança de hábito e consequentemente exclui ou limita alguns itens da rotina. Porém, como o próprio nome sugere, uma dieta restritiva é aquela em que são impostas muitas restrições quanto ao consumo de diversos alimentos.

Esse tipo de alimentação normalmente incentiva a pessoa a deixar de consumir algum macronutriente do plano alimentar — em especial os carboidratos e gorduras.

Fica fácil de perceber que as dietas restritivas são buscadas por quem tem como foco o emagrecimento. De maneira que acreditam que retirar totalmente alguns alimentos da rotina e reduzir drasticamente as calorias ingeridas trará os resultados desejados.

Vale destacar que há, em contrapartida, casos em que uma dieta restritiva pode ser prescrita por um(a) nutricionista devido a condições específicas. Por exemplo, uma pessoa celíaca carece de uma alimentação isenta de glúten.

Nesse caso, para o bem-estar e preservação da saúde dessa pessoa, é preciso que sejam impostas algumas restrições alimentares. 

Entretanto, buscar dietas restritivas com finalidades estéticas é irresponsável. Para mudanças radicais quanto aos hábitos de alimentação, deve-se sempre contar com um(a) profissional especializado em nutrição.

Quem pode fazer?

Como mencionado, não é recomendado que ninguém faça das dietas restritivas parte da rotina. Nosso organismo carece de quase todos os grupos da pirâmide alimentar (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais).

Alguns desses devem, naturalmente, ser ingeridos em menores quantidades (como as gorduras e carboidratos). Porém, ainda assim, precisam fazer parte de nossa rotina — a fim de manter uma alimentação balanceada.

Sendo assim, restrições alimentares só devem ser seguidas por pessoas em condições específicas e/ou por recomendação de um(a) nutricionista com base em casos individuais.

Existe um cardápio de dieta restritiva?

Não. Normalmente, as dietas restritivas são baseadas na exclusão total de alguns alimentos, em especial aqueles com maior valor calórico — massas, doces, gorduras, etc.

É importante ter em mente que essas dietas não são prescritas por um(a) profissional em nutrição, em geral são feitas indiscriminadamente por quem as pratica. Com exceção dos casos já mencionados de pessoas em situações específicas que carecem da restrição.

Sendo assim, não há um cardápio pré-definido, o que se faz é a redução drástica de calorias e o corte de alimentos na rotina alimentar. O que é um sério problema, considerando que cada organismo precisa de determinada quantidade calórica por dia, para se manter em pleno funcionamento e saudável.

A alimentação é fonte de energia do nosso corpo, por isso é essencial priorizar comidas saudáveis que permitirão que todo ele se mantenha em equilíbrio e com suas funções corretas. Então, fazer uma redução calórica, sem orientação e de forma radical, pode trazer sérios prejuízos — entenda:

Quais as consequências de uma dieta restritiva? 

Considerando o fato de que nosso corpo carece de diferentes inúmeros nutrientes e uma ingestão adequada de calorias diárias, é um fato que as dietas restritivas podem causar muitas consequências negativas. Como, por exemplo:

  • Carência nutricional;
  • Desenvolvimento de distúrbios alimentares (bulimia, anorexia, etc);
  • Dificuldade para dormir;
  • Dores de cabeça;
  • Desmaios;
  • Alterações no humor;
  • Cansaço e tontura;
  • Desenvolvimento de doenças como a anemia;
  • Alterações no ciclo menstrual;
  • Queda de cabelo, unhas frágeis e pele ressecada.

Especialmente nas dietas com alta redução calórica, é comum que as pessoas desenvolvam ou apresentem problemas como a diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca, cálculo biliar e até doenças cardiovasculares.

Lembrando que todos esses fatores estão associadas às dietas que propõe restrição alimentar sem acompanhamento médico. De forma que os mesmos riscos não se aplicam a quem precisa de restrições devido condições específicas de saúde.

Afeta o metabolismo?

Sim. O funcionamento do metabolismo ocorre a partir da transformação de substâncias químicas e nutrientes em nosso organismo, de forma que por conta desses processos é produzida a energia para todo o corpo.

Quando ocorre, com uma determinada frequência, a baixa ingestão calórica e a perda repentina de peso, nosso corpo entende que estamos passando por um déficit energético. Ou seja, que ocorreu uma significativa perda de energia.

Desse modo, a resposta imediata é ativar mecanismos que recuperem ou estabilizem a perda de energia. Uma forma de fazer isso é reduzir a ação do metabolismo.

Com isso, o corpo para ou diminui a transformação de gorduras e outros nutrientes em energia, armazenando-os. 

Sendo assim, para quem tem como foco o emagrecimento, trata-se de um fator bastante prejudicial, uma vez que um metabolismo mais acelerado vai ajudar no funcionamento do corpo e dos processos químicos necessários para a eliminação de gordura.

Por que dietas restritivas e inadequadas não funcionam?

É verdade que muitas pessoas apresentam redução no peso a partir da prática de dietas restritivas, fazendo a redução calórica diária e eliminando alguns itens de sua alimentação rotineira.

Porém, isso não significa que essa dieta está realmente funcionando. O que ocorre, na verdade, não é a perda de gordura e sim de massa magra e água — o que pode causar uma carência nutricional.

Dessa forma, ao praticar essas restrições alimentares, você está apenas prejudicando sua saúde e não mudando seu percentual de gordura ou a forma que seu corpo lida com os alimentos. Além de estar desacelerando a ação de seu metabolismo, imprescindível para o pleno funcionamento do corpo e inclusive essencial para o emagrecimento.

Mais do que isso, é comum que após finalizar o período da dieta restritiva, as pessoas desenvolvam uma compulsão alimentar pelas comidas que estavam fora de sua dieta antes.

Com isso, não só recuperando o peso perdido como aumentando-o. Além do fato de que, como grande parte dos quilos está relacionado à perda de água, ao retomar a alimentação habitual, esse peso tende a voltar também — logo que não há como manter dietas restritivas por longos períodos.

O que evidencia que essas dietas não são eficientes e certamente não são um método de emagrecimento saudável.

É saudável e possível perder muito peso rapidamente?

Não. Como mencionado, muitas pessoas realmente sentem diferença na balança a partir da prática de dietas restritivas — o que não significa que estão perdendo gordura.

Trata-se de um método que apresenta efeitos a curto prazo e sem durabilidade. Porém, o principal problema está atrelado ao fato de que a restrição alimentar pode causar inúmeros prejuízos ao organismo.

Alguns desses, carecem de longos tratamentos, como é o caso dos transtornos alimentares — visto que afetam especialmente a saúde mental dessas pessoas.

Dessa forma, apesar de ser possível perder peso de uma maneira rápida, não é um método saudável. Claro que, naturalmente, algumas pessoas conseguem emagrecer mais depressa com uma reeducação alimentar, o que está associado a fatores genéticos, metabolismo, etc.

Mas para qualquer um que deseja perder peso, a recomendação é sempre fazer isso com equilíbrio e ajuda de um(a) nutricionista. 

Assim, será possível desenvolver uma real mudança de hábitos e reeducação alimentar, proporcionando resultados satisfatórios e duradouros. Melhor ainda, sem causar danos à saúde física e mental!

Como escolher bons alimentos para reduzir o peso?

O primeiro passo para uma reeducação alimentar, é buscar um(a) profissional. Porém, se você já deseja incluir alguns alimentos saudáveis em sua rotina e que te ajudarão a reduzir o seu peso, pode pensar em opções como:

  • Feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, sementes, cereais — são especialmente ricos em fibra e podem ajudar no bom funcionamento intestinal;
  • Batata doce, inhame, cenoura, beterraba — os vegetais são ricos em nutrientes e muito importantes para manter hábitos alimentares saudáveis;
  • Goiaba, maçã, pera, abacate, abacaxi, laranja, limão (utilizando a casca sempre que possível) — as frutas também são ricas em nutrientes e podem ser utilizadas de várias formas na hora de preparar as refeições;
  • Gengibre, pimentas, canela, café — alimentos termogênicos ajudam no funcionamento do metabolismo e consequentemente na perda de gorduras;
  • Alface, couve-flor, acelga, alfafa, brócolis, aspargos — as verduras suprem algumas vitaminas e minerais importantes e também devem estar presentes na dieta.

Lembre-se que um emagrecimento saudável deve vir através de uma alimentação balanceada, exercícios físicos, muita água e um acompanhamento profissional. Dessa forma, será possível atingir resultados duradouros e com uma excelente saúde, impactando em todo o organismo.

Você também pode ter em mente que comer alimentos verdadeiros (produtos in natura) em vez dos industrializados é essencial. Separe um tempo para preparar suas próprias refeições, assim pode reduzir o consumo de sódio, açúcar, entre outros ingredientes que precisamos consumir com moderação.

A melhor forma de mudar hábitos é fazer isso gradativamente, fazendo substituições diárias e contando com a ajuda de um(a) nutricionista para manter a saúde e equilíbrio no processo.


As dietas restritivas normalmente ficam famosas através de celebridades, revistas e mídia em geral. Estão quase sempre atreladas à ideia de um corpo perfeito custe o que custar.

Porém, tenha sempre em mente que cada corpo é único e cada organismo também. Não há problema em querer melhorar a sua aparência, reduzir peso ou algo do tipo, desde que todo o processo seja feito de forma responsável. Nunca colocando a saúde em risco!

Fonte: MinutoSaudavel

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